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Altaflorestense que perdeu a visão com 11 anos é destaque nacional no goalball

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Jovem que perdeu a visão com 11 anos é destaque nacional no goalball

Natação, atletismo, judô, futebol de cinco e o goalball são práticas esportivas praticadas pelos deficientes visuais. Algumas dessas modalidades são praticadas dentro do Instituto de Cegos de Mato Grosso (Icemat) que tem entre os seus frequentadores e professor do local Tiago Lima, atleta de goalball que já jogou na seleção brasileira. 

Atualmente com 28 anos, Tiago tinha 11 anos de idade quando teve miopia, catarata e um glaucoma, que acabou ocasionando a perda de sua visão. Natural de Alta Floresta, (791 Km de Cuiabá), ele jogava futebol e quando tudo aconteceu o esporte não estava mais em seus planos.

“Eu venho de uma família de atletas e cresci naquele meio. Quando eu enxergava, eu jogava nas melhores escolas de Alta Floresta, competia em campeonato...”, contou Tiago.

Ele ainda se lembra de um jogo em que ele marcou dois dos três gols que ajudou o time a conquistar a vitória. Foi o último que jogou enquanto enxergava, mas através do Instituto dos cegos ele conheceu o esporte adaptado.

“Estou no Instituto desde 2006 e tudo aconteceu mito rápido. [...] Com 19 anos eu já estava jogando pela seleção brasileira de goalball o pan-americano. Nem eu acreditei como tudo aconteceu, foi uma adaptação muito rápida”.

O atleta já tinha noção de estar em quadra e percepção de jogoi e sso o ajudou muito. Já são 12 anos que ele joga no esporte de alto nível, não mais pela seleção, mas ainda por campeonatos nacionais.

Além de jogador profissional, ele é servidor público, formado em pedagogia e há três anos trabalha com alfabetização, ensina braille no instituo. “É a língua mais fácil e bem simples. Com uma semana já tem gente que consegue ler”.

Tiago diz que o deficiente, independente de qual seja, deve sempre perseguir os seus sonhos. “Para ser realizado isso depende exclusivamente do querer da pessoa. O universo é muito claro, quando você quer, você consegue. Existe uma ideia de que temos que ser bom para a sociedade, mas não. Tem que ser bom para você mesmo”, declarou.

O Goalball

Na mesma quadra em que se pratica o vôlei profissional, com as dimensões de 18x9, o goalball pode ser jogado. São seis jogadores, três titulares e três reservas, que tem como objetivo arremessar a bola com as mãos e acertar o gol do adversário.

A bola, que custa de R$700 a R$1.000, tem dentro dela uma espécie de sino. Quando ela entra em contato com o chão, o barulho permite que a equipe perceba a direção da bola e execute a defesa. Além disso, o chão da quadra é marcado por fitas, embaixo delas tem barbante, para o jogador ter contato.

“Tato com as fitas é para se orientar na posição, noção de espaço, se localizar na quadra de jogo e evitar um choque entre os jogadores”, explicou o professor de educação física e técnico da equipe de goalball do Icemat, José Juvenal da Silva.

Para outros esportes, como a natação, o Icemat não tem estrutura e de acordo com o professor eles procuram por parcerias. O Instituto dos Cegos oferece também o judô e treina para o futebol de cinco.

“Eu acho que o atleta aqui tem as mesmas dificuldades do que os outros devido a falta de incentivo no esporte, mas no caso do deficiente visual é um pouco pior. Eles acabam treinado porque gostam muito, não se pensa em ter um retorno financeiro. É porque gosta, é na raça”, declarou o professor.

Fonte:  Juliana Alves/CMT
Altaflorestense que perdeu a visão com 11 anos é destaque nacional no goalball Altaflorestense que perdeu a visão com 11 anos é destaque nacional no goalball Reviewed by Alta Comunicação e Marketing Alta CM on quarta-feira, março 06, 2019 Rating: 5

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