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Alta Floresta é um exemplo onde atividade garimpeira tem vínculo com a expansão agrícola

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A defesa do garimpo em terras indígenas pelo presidente Jair Bolsonaro , cujo governo trabalha na legalização da exploração nas reservas , e os relatos recentes de invasão de algumas delas por garimpeiros deram protagonismo ao debate sobre a mineração na Amazônia .

Se a corrida pelo ouro, como mostrou reportagem deste domingo do GLOBO , faz aumentar a violência e a concorrência no extrativismo ilegal em áreas como a reserva ianomâmi, vários outros minérios compõem o mapa de riquezas do território da floresta.

É a região mais rica ainda a se conhecer no planeta, embora existam apenas levantamentos de potencial para a maioria da Amazônia Legal e muito pouco tenha sido prospectado através de estudos de campo até hoje.

Sabidamente existem reservas de minerais estratégicos como terras-raras — usadas em equipamentos eletrônicos —, fosfato e potássio — ambos essenciais à agricultura e hoje importados —, ouro, nióbio, cobre, diamantes dentre outros, segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Mineirais, a CPRM/Serviço Geológico Brasileiro.

Este ano, por exemplo, foram identificados pela CPRM no norte do Mato Grosso áreas potencialmente ricas em cobre, um dos minerais mais importantes do mundo, essencial para a indústria eletrônica e com a demanda em alta.

Distinção de atividades

A distinção entre garimpo e mineração industrial é chave para a Amazônia, frisam especialistas. Enquanto o primeiro está associado a condições análogas à escravidão, desmatamento, invasões de terra, prostituição e poluição dos rios, só a segunda tem condições de gerar desenvolvimento, com empregos e impostos, frisam especialistas como Feigelson e Tavares. Um exemplo é Alta Floresta (MT), onde o garimpo de ouro tem vínculo com a expansão da fronteira agrícola.

O diretor da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Luis Maurício Azevedo, concorda e diz que o governo precisa ir do discurso à prática:

— Não há estímulo à iniciativa privada para investir e prospectar. Pesquisa mineral é uma atividade de alto risco. A Amazônia sempre foi sedutora, o potencial é enorme, mas sem investimento em infraestrutura e à pesquisa não passará disso.

Ele frisa que os garimpos — além de serem, por vezes, ilegais — não pagam impostos proporcionais, não têm obrigações legais com o meio ambiente e não geram empregos decentes:

— O garimpeiro rico joga cianeto nos rios. O pobre, mercúrio. Isso é trocar veneno de rato por tiro. E é uma competição desleal com as empresas que podem gerar desenvolvimento. Se quisermos falar com seriedade de exploração da Amazônia, o primeiro passo é distinguir mineração e garimpo — salienta Azevedo, que cita falta de investimento em mapeamentos e tecnologia de qualidade:

— O presidente fala em parcerias com os EUA, mas são o Canadá e a Austrália detêm a maior tecnologia minerária — acrescenta.

O relatório 20-F, da Vale, para investidores estrangeiros, por exemplo, destaca a falta de infraestrutura como um risco do investimento em Carajás. A riqueza existe. Mas ainda como no século XVI, continua-se sem saber onde ela está ou deve ser explorada.

Fonte:  oglobo.globo.com
Alta Floresta é um exemplo onde atividade garimpeira tem vínculo com a expansão agrícola Alta Floresta é um exemplo onde atividade garimpeira tem vínculo com a expansão agrícola Reviewed by Jornal Alta Notícias on segunda-feira, agosto 05, 2019 Rating: 5

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